Welcome


O ano é 1914. De um lado há a terrível escuridão confabulando sobre ações que certamente vão levar o mundo tal qual conhecido ao desastre iminente. Quando Érebos resolve retornar, ele conta com aliados. Ares é o deus da Guerra e, em sua opinião, tudo é valido desde que haja sangue gratuito; Éris, por sua vez, crê que a discórdia é uma sementinha que deve ser muito bem cuidada e regada todos os dias. Os Três Grandes estão em absoluto desespero: o que fazer quando a verdade é terrível? Em meio a um caos que se forma, as conspirações e as ameaças são constantes. Semideuses foram raptados a um momento inicial, mas tomaram parte dos Deuses Opositores. E ainda há aqueles que preferem manter a fidelidade aos Olimpianos, lutando por seus pais e mães. Quando tudo que se vê no horizonte é uma tela manchada de sangue, o que você irá fazer? Tudo é guerra, qual lado será o que você vai escolher?
Navegação

Parceiros































We're all coming

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

We're all coming

Mensagem por Raven Azarath em Dom Set 08, 2013 7:22 pm

ㅤㅤA RP “We're all coming” se passa no dia 08 de Abril. Acontece tanto em terra firme, no Acampamento, quanto no navio. É uma RP ABERTA, e a participação para quem se interesse está liberada. Inicia-se com Adamastor deixando o acampamento para embarcar no navio, e Raven já nele estando.
avatar
Raven Azarath
Filhos de Hécate
Filhos de Hécate

Mensagens : 53
Data de inscrição : 08/09/2013
Localização : Romênia

Ficha do personagem
HP:
150/150  (150/150)
Nível: 6
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Raven Azarath em Dom Set 08, 2013 7:27 pm






nevermore
said the raven
Não tinha quase nada consigo, exceto uma saca de livros e poucas mudas de roupa. Era o que somava o que tinha de sua vida na Romênia, até então. Crescer entre a cláusura e a insanidade não lhe fizera tão bem. Mas o bem era uma definição frágil demais para ser um assunto no momento. Raven só queria deixar tudo para trás. A dor do apedrejamento, o cheiro da carne carbonizada de seu pai. - Passagem de ida, apenas.  - Foi o que pediu, sem sequer olhar o rosto do bilheteiro do navio. Não se importava com o destino da embarcação, assim como jamais havia se importado. Com a capa negra cobrindo todo o seu corpo e rosto, a saca nas costas, embarcou sem hesitar, enfurnando-se para os confins do navio. E lá, numa espécie de ala abandonada, cheia de caixotes e ratos, eventualmente, foi onde a estranha se instalou, abrindo um livro para lhe fazer companhia. Entre as páginas secas como seu humor, não imaginava qual era seu verdadeiro motivo: o porquê não havia aceitado a morte pelas chamas. Era ela. Sua mãe. O nome que o pai gritara enquanto morria, pela primeira vez de sua vida... Hécate. Nos livros, haviam algumas lendas gregas, sobre deuses e magia. Livros que lia como se saciassem sua loucura, a insanidade que havia dominado-a por toda a vida.
avatar
Raven Azarath
Filhos de Hécate
Filhos de Hécate

Mensagens : 53
Data de inscrição : 08/09/2013
Localização : Romênia

Ficha do personagem
HP:
150/150  (150/150)
Nível: 6
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Adamastor C. em Dom Set 08, 2013 8:33 pm





ENTÃO MAMA...

Só o que me faltava mesmo...
Comentou, enquanto revirava os olhos e arrumava sua mochila para uma longa - e bota longa nisso - viagem.
Vejamos... A pinha, o sense, cinco cantis de vinho, dois de aguardente, um de vodka, onde está o de cachaça? ANDARAM MEXENDO NAS MINHAS COISAS ?
Gritou para que todo o chalé escutasse mas, como de costume, ouviu apenas um "tsc" de Bass. Ele era mais velho que ele e, bem, costumava ficar de ressaca com mais frequência.
Já está na hora. - Disse um dos sátiros encarregados de organizar os semideuses para a invasão de um navio, um dos poucos que estava cooperando. Ah, sim, eles invadiriam um cruzeiro.
Ok, já terminei de me arrumar mesmo.
Disse Adamastor e, logo em seguida, apanhou sua mochila e se dirigiu para onde o grupo se reuniria para partir em direção ao navio.
A viagem até o porto, localizado em uma cidade cujo o nome ele sequer sabia, foi demasiada longa e cansativa para ser narrada. Digamos que ficava na Europa, ao menos isso ele sabia. Era um local movimentadíssimo, um entra e saí no cruzeiro intenso, sem duplos sentidos.
Finalmente...
Sussurrou, jogando-se para trás de uns caixotes. Havia conseguido se infiltrar no navio através da carga e, claro, de suas habilidades em alguns dos guardas. Bastava um toque e, BOOM, eles ficavam em estado de embriaguez.
Garota, o que você está fazendo aqui embaixo?
Perguntou, já que havia encontrando uma menina enquanto caminhava pelos caixotes e contêineres do navio. Estava carregado de sua mochila nas costas e um de seus cantis pendendo em seu pescoço já pela metade. Se ela se aproximasse, sentiria o cheiro de bebida forte vindo de Adamastor.
Clandestina?
avatar
Adamastor C.
Filhos de Dionísio
Filhos de Dionísio

Mensagens : 34
Data de inscrição : 11/05/2013
Idade : 27
Localização : Londres

Ficha do personagem
HP:
190/190  (190/190)
Nível: 10
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Raven Azarath em Dom Set 08, 2013 11:09 pm






said the raven
nevermore
Passava página por página numa velocidade quase surreal. Afinal de contas, o que mais fazia da vida até então era ler. Ler, ler e ler mais um pouco. Quando podia, roubava livros. Os coletava como se fossem pedras preciosas, por onde quer que passasse. O pai raramente lhe comprou algum, quando vivo, crendo estar alimentando alguma esquizofrenia da menina. No momento, tinha no colo um velho livro de lendas gregas, de onde lia e relia o significado da existência da divindade Hécate. A leitura foi brutalmente interrompida por um garoto que viera literalmente do nada. Sentada num dos caixotes, ela levantou o olhar, oculto pela capa negra que envolvia todo o seu corpo, como uma louca. Mediu-o de cima abaixo. Sentia o cheiro comum de álcool de longe. - Tentando ler.  - Respondeu secamente, e baixou a cabeça outra vez para o livro, ignorando a especulação sobre ela ser ou não uma clandestina por ali. Sentiu o ímpeto de perguntar para onde o barco ia, mas decidiu simplesmente ignorar este impulso. A verdade era que isto não importava. Não importava onde quer que fosse parar. Ainda assim, suas pistas sobre a verdadeira trilha de seu futuro eram nulas.
avatar
Raven Azarath
Filhos de Hécate
Filhos de Hécate

Mensagens : 53
Data de inscrição : 08/09/2013
Localização : Romênia

Ficha do personagem
HP:
150/150  (150/150)
Nível: 6
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Adan Evans em Dom Set 08, 2013 11:37 pm



Balance Como as Ondas





Sair no meio da noite como um fugitivo não era lá muito algo que Adan gostaria de fazer, mas visto que outros tentaram convencer Quiron e foram mal sucedidos, era o que o filho de Hefesto queria fazer. Ouvira falar do RMS Titanic, este era o maior transatlântico já construído e tinha algo que muito lhe interessava, sua mecânica a vapor de ultima geração. Adan precisava ver aquilo com os seus próprios olhos mesmo que isso custasse a própria vida. Rezou para que o pai olhasse por ele nessa excursão e que ele pudesse ver tais maquinas feitas pelas mãos dos homens, mas com toda a certeza, criadas por ele.
Alguma sorte encontrou Adan quando ainda estava no cais de uma cidade deveras distante de onde era o acampamento, onde por ajudar um velho homem com seu motor a óleo, ele lhe concedeu um bilhete falso do navio, que tinha conseguido com alguns cambistas e também o transporte – um tanto quanto atrasado para chegar a bordo da imensa estrutura.
— 269,10 metros de extensão por 28 metros de largura... Esse navio é mesmo imenso. – disse o rapaz, e o velho um tanto quanto assustado, apenas ignorou sobre isso, ele imaginou que o rapaz tivesse lido nos jornais ou qualquer coisa desse tipo. Chegar ao convés, foi o mais difícil. Uma corda fora lançada e amarrada de forma pouco confiável ali, mas não havia outra escolha para o filho de Hefesto, agradeceu e velho e então subiu o mais rápido que pode, e o mais silenciosamente também, depois disso, seria necessário reconhecer o campo e encontrar a sala de máquinas e caldeiras para que tivesse seu objetivo concluído, a excitação por isso era de tal tamanho que quase o fez esquecer que era um clandestino ali, e esgueirando-se, acabou numa espécie de galpão de carga, sacou Creator, por precaução e caminhou lentamente até escutar alguma conversa e sentir o cheiro forte de álcool, coçou o nariz tentando evitar qualquer tipo de reação do seu corpo por aquele cheiro e então se aproximou devagar. O rosto então mais familiar fez com que ele duvidasse, mas  então resolveu jogar verde e tentar algo.
— Err...  Boa noite... Mais clandestinos? – disse com um sorriso meio sem jeito.







Music: None        
Interacting: Adamastor e Raven
Notes: traveling in a yellow submarine -sqn


avatar
Adan Evans
Filhos de Hefesto
Filhos de Hefesto

Mensagens : 9
Data de inscrição : 10/08/2013

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
Nível: 7
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Raven Azarath em Seg Set 09, 2013 12:05 am






said the raven
nevermore
Raven estava num estado curioso, entre o interesse no garoto e no que diabos ele fazia ali embaixo, e entre o fato de não dar a mínima para isso e só querer paz durante sua leitura. Não estava lá em um momento tão adequado para falatório sem sentido ou sem propósito. Afinal, tinha acabado de sair de um de seus inúmeros pesadelos reais: vira o próprio pai queimar, em meio à gritos por uma deusa grega, cujo nome era o mesmo de sua mãe, curiosamente. Estava entre ignorá-lo e encará-lo por debaixo do negro capuz, quando um outro elemento estranho veio se juntar à alforria. O olhar azul-quase-cintilante de Raven pousou agora no recém-chegado. Parecia mais sóbrio que o primeiro, mais reservado. Mas estranhou profundamente sua pergunta com um sorriso sem jeito. Se ela fosse clandestina no navio (e ela era), realmente não via como é que aquilo poderia ser motivo para um assunto tão despojado. Intrigada com a falta de tato social, só se surpreendeu ainda mais com o baita martelo na mão do chegado. Franziu o cenho (mesmo que ninguém pudesse de fato ver suas expressões) e decidiu se manifestar, a voz baixa, quase rouca pelo pouco uso, e direta. - Sim. Entrei sem convite, e não sei para onde essa coisa de metal vai. Mas afinal, que tipo de gente são vocês? E porquê é que você tem um martelo desse porte?  - perguntava quase que numa frase só, tamanha era sua falta de apreço por diálogos. Mas a curiosidade realmente falava mais alto.
avatar
Raven Azarath
Filhos de Hécate
Filhos de Hécate

Mensagens : 53
Data de inscrição : 08/09/2013
Localização : Romênia

Ficha do personagem
HP:
150/150  (150/150)
Nível: 6
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Cristhian Brave's em Seg Set 09, 2013 1:40 pm



Faziam poucos dias que o jovem Cris estava hospedado no acampamento meio sangue, mas era o suficiente para querer arremessar a primeira almofada que visse pela frente nas fuças do infeliz que estava a gritar enquanto o pequeno estava tentando dormir, de maneira despreocupada, quiça desleixada.

" Caramba, ninguém mexeu em bosta nem uma. Vc é que esta bebendo tudo. "

Pensou o garoto de sangue quente, já querendo mandar o tal de Adamastor calar a boca, mas ouvir os cochichos dos outros campistas ao lado foi mais interessante.

" Hum.... Missão é? Sempre quis andar em um barco a vapor. "

Mas isto parecia algo meio complicado. O pequeno falará com Quiron, mas este recusará a ideia de imediato, jogando todo o animo que tinha pelo ralo.... Ou não. Já estava de mochila pronta, o cabaça que lha foi entregue de maneira educada pelo centauro, a pedido do seu pai estava presa a sua cintura, e com duradouro vinho, roupas, alguns livros na mochila e todo seu animo o pequeno não iria desperdiçar tal chance. Afinal, dizem que são nestes navios que se encontram as melhores festas. Após algumas conversas com outros campistas o jovem descobre onde estava ancorado o navio, e era para lá que ele ia.

Não sábia se era ao certo este local, mas ao ver seu ......" Irmão ( ? )" adentrar o navio por meios não muito convencionais, o jovem tinha certeza que era ali.

" É arriscado fazer isto, é possível sermos pegos lá dentro. Já sei o que fazer. "

Mais a esquerda, em uma ruela quais quer, haviam alguns garotos, estes eram facilmente perceptíveis sendo de rua, ou daquele tipo bem bagunceiro de garotos de gangues que ao fim do dia estavam tão mau trapilhos quanto mendigos, bem este não era o caso, o que interessava era o que poderia conseguir com eles. Criado vagando na noite pelas ruas e ruelas de suas cidade, Cristhian não só tinha afinidade em falar com este tipo de pessoas como também sábia muito bem do que elas gostavam.

Após alguns minutos de negociação com o quatro garotos um acordo é fechado. Os pequenos estavam ali para ver o que poderiam roubar dos turistas do navio, mas a proposta de cris foi tentadora. Os bilhetes andavam lá, perdidos pelos bolsos dos turista, que sem eles não poderiam entrar no navio e ficariam ali, a merce de novos assaltos assim que o navio partisse.  

O semi-deus até que se divertiu vendo os garotos agirem, eles até que tinham talento e estilo para isto, cosia que a algum tempo atrás o impressionaria, mas depois de ver como agem alguns filhos de hermes dentro do acampamento, isto era apenas trabalho puramente amador.  Em troca de todo dinheiro que trazia consigo, dinheiro este que para ele não tinha mais muito valor visto que a moeda corrente não só do acampamento mas de todo mundo mágico é outra e ao custo de um par de sapatos de couro e uma jaqueta jeans que trazia na mochila o rapaz consegue 6 ingressos para o navio, mas 5 deles estavam já carimbados. Pena para os moleques que não se atentaram neste detalhe e rouparam o pessoal que já estava subindo na rampa de entrada do navio.

Um bilhete ainda era de bom uso. Ótimo. Se passar por um turista ou viajante seria fácil.

Já dentro do navio, não seria difícil encontrar Adamastor, afinal o cheiro de álcool guiava longe o filho do deus das vinhas. quase como o cheiro de um bom assado para os cães. E também, como tinha entrado de clandestino, o garoto foi direto ao setor de carga. o menos vigiado e mais escuro. Ótimo para clandestinos.

- Então, pretendem mesmo ficar aqui em baixo dando bandeira? Daqui a pouco irão fazer uma ronda aqui por baixo em busca de clandestinos, e sem bilhetes acho que vocês não conseguirão se passar muito bem por passageiros. -

Já chegando de maneira despreocupada e ...... Digamos que até já familiarizada, mesmo nunca tendo falado com nem um deles, o pequeno dá dois tapinhas nas costas de Adamatror.

- Desculpem a falta de educação por não ter tempo de muitas apresentações, mas peguem isto logo e me sigam. Estamos de primeira classe garotos... E garotas Smile-

E entregando um bilhete já marcado a cada um deles o pequeno já vai empurrando os dois brutamontes ee estendendo a mão para a jovem.

- Vamos, vamos. Estamos de primeira classe, espero que não se importem em ter de dividir o quarto. digamos que foi o único disponível Smile-

Peço que um de vcs de continuidade a narração, afinal não sie muito bem qual é o ambiente  do navio XD

E desculpem a falta de HTML, além de eu não ser acostumado a usar, não achei nada que me agradasse de maneira simples e pouco confusa.
avatar
Cristhian Brave's
Filhos de Dionísio
Filhos de Dionísio

Mensagens : 100
Data de inscrição : 27/07/2013

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
Nível: 2
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Noctus Bloodworth em Seg Set 09, 2013 6:47 pm

Após o último ataque em Blackwood, Noctus não poderia mais continuar a viver naquele local, mesmo que sob a proteção de um velho amigo da sua mãe  — e também semideus — , Shawn, o Reverendo filho de Thanatos que fora seu "tutor" até segundas ordens vindas do acampamento. Já havia enfrentado perigos, mas nada iria se comparar ao que estava por vir. Shawn havia lhe explicado que quanto mais velho um semideus fica, mais seu cheiro atrai criaturas. Ou você aprendia a se defender, ou aprendia. Morrer não era uma opção, principalmente para ele, filho de quem era.

Foi designado a sair de Blackwood e procurar o Acampamento Meio-Sangue com as devidas coordenadas dadas pelo seu tutor, mas ele não sabia que o meio de transporte que usaria para chegar até o local poderia ser ao mesmo tempo o início da formação de um grande herói, ou seu túmulo. Talvez aquilo fosse mais um teste perigoso imposto pelo reverendo, talvez houvesse confiança em Noctus para supor que não seria morto após todo o treinamento, afinal passar dias e mais dias treinando a esgrima, o físico, e principalmente a história antiga o faria de alguma forma sobreviver.
Já havia uma noite desde que chegara ao navio, havia entrado escondido no porto mais próximo a Blackwood com a ajuda do reverendo, e então seguiu sua viajem. Mas era muito fácil perceber que desde a última parada a tripulação crescia em demasia, principalmente por garotos e garotas em idade média, assim como a sua.

Noctus não fazia ideia de onde estava se metendo, só sabia que aquele era o navio certo para chegar até o Acampamento, ou próximo ao seu território, e saberia o exato momento de onde descer pelos seus instintos de semideus. Não iria questionar aquilo, havia comprovado tais instintos quando estava de noite e as sombras lhe guardavam. Naquela noite fria o garoto vestia um sobretudo negro que escondia uma parte do seu rosto graças as golas altas. Uma calça clara vinha colada ao corpo enquanto o par de botas militares lhe permitia maior conforto ao meio das pisadas. Por baixo do sobretudo uma camisa branca, social, como uma bata masculina lhe cobria o peito que estava levemente a mostra graças a gola da mesma. Seus cabelos eram muito longos e volumosos, chegavam até as costas de uma forma desgrenhada. Seus olhos eram vivos e rígidos, azuis beirando o branco de tão claros. Sua pele era alva, sem sinal nenhum de vida, a não ser pela barba leve que possuía.
Permitiu-se alguns passos cuidadosos pelo navio para não ser tão facilmente percebido pela tripulação, até avistar mais um grupo de pessoas.

Aproximou-se lentamente dos mesmos para ter certeza de que não eram marinheiros. — Humf... — Suspirou ao perceber que se tratavam de adolescentes como ele. Arqueou uma das sobrancelhas tentando ouvir alguma coisa até que a voz feminina foi entendida. "Então...Martelo?" Aproximou-se o máximo que conseguiu sendo furtivo ao meio das sombras (o que parecia lhe abraçar e ocultar sua figura levemente) para observá-los, e do nada sair do meio. — Então vocês também são semi... — Parou por um instante, e se não o fossem? Mas como não? Nenhuma pessoa normal andaria com um martelo daquele tamanho por aí, além do mais aquela garota exibia um ar tão "mágico", já havia estudado sobre aquilo com Shawn.
A propósito...Boa noite! — Coçou a nuca como se estivesse envergonhado por ter sido mal educado, mas logo ficou a esperar a resposta daquele grupo de adolescentes, o que diabos estava acontecendo ali?
avatar
Noctus Bloodworth
Filho de Hades
Filho de Hades

Mensagens : 28
Data de inscrição : 25/08/2013

Ficha do personagem
HP:
160/160  (160/160)
Nível: 7
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Cristhian Brave's em Seg Set 09, 2013 7:49 pm



- Eba, mais um-

Cristhian logo vê o furtivo homem que aparece do meio do nada, ou melhor, do meio das sombras. Este tinha junto a suas pele de tom pálido e e olhar frio um visual que lhe dava um ar sombrio.

- Legal, estamos quase virando uma gangue. Se tivermos bebida barata e infringindo algumas leis eu me sentirei em casa. Espera, estamos fazendo isto, e com o tanto de garrafas que este ai tem na mochila acho que temo uma bela festa por aqui. -

E como de costume, o sarcasmo em um tom irreverente e amistoso era a marca do semi-deus. do bolso tirou mais uma passagem e enfiou direto no bolso do outro, sem permissões.

- Vamos para o primeiro andar, subam e façam cara de turistas e não de rebeldes sem causa ou loucos, bêbados e ... Porra, esconde este martelo. Tá querendo ferrar a gente? Já vi que vai ser complicado. Oh do vinho, já que é mais experiente da uma ajudinha aqui. Subam todos, finjam estar conversando e ajam naturalmente. -

E como de costume, sempre preocupado com todos e com o fato de tudo isto dar errado. Sabe-e lá quando é que alguém desceria ali e veria alguém enfiada em livros no meio da bagagem, um cara fedendo a bebida e com varias garrafas na mochila, um outro musculoso, com cara de poucos amigos e usando uma marreta por ai e um outro que mais parecia que tinha revivido da primeira guerra. No fim das contas. O mais normal ainda era Cris. Acho que tem algo errado ai XD

avatar
Cristhian Brave's
Filhos de Dionísio
Filhos de Dionísio

Mensagens : 100
Data de inscrição : 27/07/2013

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
Nível: 2
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Adan Evans em Ter Set 10, 2013 1:20 am



So What?





A voz rouca da moça soou no ar e chamou a atenção de Adan, era um tanto perturbadora e incomum a forma com que a voz dela passava as mensagens de um tom baixo e rouco, foi bastante direta o que fez o filho de Hefesto que apenas olhou para a mão onde o martelo repousava. — Isso? Ah, nada de mais... Só estava tentando guardar isso quando encontrei vocês aqui. – disse um pouco apressado quando se indireitou e tirou a mochila das costas para guardar o martelo, eram clandestinos também, então talvez – e apenas talvez – não houvesse perigo em se desarmar temporariamente com eles por ali. — A propósito, esse navio vai para Nova York... -  e então foi interrompido pela chegada de um estranho rapaz que chegou simplesmente falando alto o suficiente para que fossem ouvidos do outro lado do local e trazia algumas passagens, que ao julgar de Adan, eram falsas. O rapaz pareceu assumir como líder de uma hora pra outra, como se fossem um grupo com um objetivo em comum, mas... O que realmente estava acontecendo ali? O moreno franziu o cenho com os dizeres do outro e girou o martelo na destra, precisaria apenas de um golpe bem colocado para arrancar a “dentadura” daquele estranho, mas resolveu não fazer tal coisa e guardou Creator na mochila.
— Passagens? Está dando passagens de primeira classe? – olhou para os outros a volta e então voltou para o recém chegado, mais um rapaz aproximou-se e deu a Adan  o entender de que ia falar semideuses, mas não pode ter certeza, logo voltou para o “falante” e apenas redarguiu: — Pensa mesmo que poderemos nos passar pela primeira classe vestidos dessa forma? Desculpe, mas apenas está chamando a todos para serem jogados no mar...
Jogou então a mochila nas costas e encostou-se numa das caixas, o olhar vagou por um momento, procurava um lugar para um breve descanso enquanto não amanhecia. Talvez fosse mais fácil encontrar a sala de máquinas se houvessem menos pessoas no subsolo.







Music: Marcus Miller - So What        
Interacting: Adamastor, Raven, Noctus e Christian
Notes: playing my bass. ♫


avatar
Adan Evans
Filhos de Hefesto
Filhos de Hefesto

Mensagens : 9
Data de inscrição : 10/08/2013

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
Nível: 7
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Adamastor C. em Ter Set 10, 2013 1:49 am





ENTÃO MAMA...

Ele tocou no meu ombro?
Falou, sem emitir som algum, para a menina que estava na sua frente. Foi então que, saindo de sua embriaguez de costume, ele começou a analisar ao redor. Várias pessoas haviam chegado ali, inclusive um dos "novos" filhos de seu pai, o mais irritante de todos. Mas foi quando o garoto falou de sua bebida que ele, ficando imóvel, tirou a pinha de sua mochila em uma velocidade quase imperceptível. Estava bêbado, afinal.
Se você pensar, não, se você cogitar tocar nas minhas bebidas, quebro essa sua carinha de bebê.  
Falou, enquanto estava pressionando o garoto contra um caixote próximo com a ponta de sua pinha no peito do mesmo.  
Boa... Boa nooooite.
Disse, entusiasmado, ao notar a presença de um rapaz cujo porte físico era o seu ideal. Bem, na verdade, seu ideal enquanto bêbado. Digamos que a bebida fazia com que ele "liberasse" alguns sentimentos presos dentro de sua personalidade excêntrica enquanto sóbrio.
Ninguém vai pra lugar nenhum, babaca. Faço das palavras do Thor ali as minhas. Olha as nossas roupas, nem ferrando que vamos passar despercebidos. Ou conseguimos algumas mais apropriadas, ou vamos precisar embriagar toda a tripulação. Só meu pai conseguiria fazer isso, acho...  
Divagou, dando mais um gole no vinho que carregava enquanto recolhia a pinha para dentro de sua mochila novamente e andava na direção do garoto que saíra das sombras.
Filho de quem?
Sorriu, mostrando seus dentes branquíssimos - e seu hálito de boêmio nato. Logo em seguida lançou um olhar perfurante na direção de seu "irmão", mas sua atenção rapidamente voltou para o rapaz bem apessoado. Talvez devesse parar de beber tanto.
avatar
Adamastor C.
Filhos de Dionísio
Filhos de Dionísio

Mensagens : 34
Data de inscrição : 11/05/2013
Idade : 27
Localização : Londres

Ficha do personagem
HP:
190/190  (190/190)
Nível: 10
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Raven Azarath em Ter Set 10, 2013 1:57 am






said the raven
nevermore
Estava era ficando de saco cheio. Olhava de um para o outro, gente brotando para todos os lados. A princípio, viera o garoto falante, chamativo, e de um bom humor tão forte que chegava a ser irritante. Raven, obviamente uma moça de poucos amigos, o olhava com a expressão fria por debaixo do capuz, mesmo que ninguém de fato visse seu rosto. Falou, falou, falou. Estendeu a mão, estendeu um bilhete. Raven não fez absolutamente nada. Era como se ele sequer existisse. Completamente avessa à contatos sociais, decidiu ser indiferente àquele falatório todo. Nada nele parecia uma informação vital. Exceto pela parte de que deveriam se disfarçar. E porque? Porque, de repente, apareciam tanto se intitulando "clandestinos"? O garoto do martelo disse-lhe uma desculpa esfarrapada sobre o instrumento, que num relance de olho, parecia extremamente bem feito e resistente. Definitivamente o tipo de arma concedida à excelentes ferreiros. Mas porquê ele o carregava? Havia guardado-o na mochila. A menina encapuzada só observava, como um corvo da noite, empoleirada no canto, longe de todos e quieta demais. - Nova York. Estados Unidos, então. - Concluiu em voz "alta" (ainda baixa demais e rouca demais), como se aquilo fosse uma espécie de agradecimento pela informação. Surge então o garoto das sombras, que até o momento, não havia sido notado por Raven. Percebeu que ele a encarara por alguns momentos, e aquilo a intrigou. Porque é que eram tão estranhos, afinal? Porque é que estavam todos ali, no compartimento de carga? Porque é que ela sentia que todos tinham ciência de uma espécie de segredo, que ela não tinha? Perguntas demais e respostas de menos, isto tudo deixando-a cada vez mais irritada. Tudo o que tinha de mais concreto era uma fala interrompida... "Então vocês também são semi...?". E mais nada. Ignorou o resto dos acontecimentos, pensando consigo mesma se permanecia ali ou se tentava encontrar um lugar para poder ler em paz, já que ninguém ali parecia disposto a falar coisa com coisa. O primeiro rapaz, o que tinha cheiro forte de bebida, decidiu entrar na hostilidade coletiva. Raven nada fez, senão observar. Seria estupidez meter-se, e nem queria. Mas era, de longe, o que mais fornecia boas informações. Traços fortes de personalidade, destreza e uma... Pinha? Que diabos? Seu tom de voz mudou, a seriedade do assunto tornando-se agora muito mais interessante. E daí veio a pergunta mais bizarra: "Filho de quem?". E porque é que aquilo fazia diferença. Como sombra, no silêncio, para que se esquecessem de sua presença, ela fincou o olhar na cena, sedenta pelo desenrolar da resposta.
avatar
Raven Azarath
Filhos de Hécate
Filhos de Hécate

Mensagens : 53
Data de inscrição : 08/09/2013
Localização : Romênia

Ficha do personagem
HP:
150/150  (150/150)
Nível: 6
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Nerisa Fuhrmänn em Ter Set 10, 2013 2:05 am


Princess ☠f Underworld!
Won't walk the Earth a specter, Won't hold my tongue from lashing out. This is my writ of honor. Drawn by the blood that I have shed The beasts will soon assemble Conjoining in their putrid flesh Their hearts don't beat desire, They pump violence and poison.FLESH OPENS UP, BLOOD'S RETREATING DEATH'S EMBRACING. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -  

Nerisa acabou cedendo, mesmo sem querer. Ela e Cheshire agora estavam dentro do navio, e tudo porque ele a convencera de partir naquela doida missão. Não sabia ao certo o que estava acontecendo, especialmente porque ele havia tagarelado sobre o modo como alguns campistas estavam fugindo em busca de aventura. E relaxo. Como poderiam ter relaxamento em um navio, Nerisa não sabia - de verdade, não sabia como alguém poderia encontrar diversão em um lugar que ficava balançando. Eles haviam viajado pelas sombras e Nerisa imediatamente havia se apoiado em Cheshire para conseguir equilíbrio. A cabeça girava e ela ouvia as perguntas do rapaz de Perséfone a questionando se estava tudo bem, se estava sentindo dores em alguma coisa ou semelhante. Tinham surgido no único lugar que ela conseguira encontrar para pousarem: um lugar do primeiro andar do subsolo, mais precisamente no compartimento de carga de classe baixa. O local era repleto de sombras e Nerisa havia surgido de mãos dadas a Cheshire - fato que ela preferia esquecer, obviamente - atrás de um pilar. Estava esgotada, com a cabeça girando como se estivesse em um daqueles brinquedos de xícaras giratórias e com certo enjoo. Ela suspirou baixo enquanto se apoiava novamente no rapaz, que permanecia observando-a com uma curiosidade de… Preocupação? Nerisa abaixou o olhar e tateou os próprios bolsos do sobretudo, tentando encontrar o que tanto procurava. Finalmente pareceu praguejar e quando colocou a mão no bolso esquerdo, encontrou um embrulho. Satisfeita, retirou o papel esbranquiçado, que protegia o resquício de algo que ela havia ganhado um tempo antes de Quíron: um pedacinho de ambrósia. Era o suficiente para ela, tinha certeza. Levou-o até a boca e deixou-se relaxar por breves segundos. Sua energia voltava aos poucos, e o enjoo passava com rapidez. Ele novamente pareceu perguntar se ela estava bem e Nerisa abriu um sorriso. - Sim. - Sussurrou, animada. Tinham surgido através das sombras, portanto, sabia que ninguém havia percebido o modo como chegaram. Então, escutou vozes. Vozes que não conhecia e, uma em especial. Olhou para Cheshire, arqueando uma das sobrancelhas. Apontou para o filho de Dionísio que eles já conheciam e fez um gesto para silenciar Cheshire. Em silêncio e com cuidado, ela postou-se atrás de Adamastor, sem tocá-lo. Tinha menos que a estatura dele, mas o corpo era esguio o suficiente para ele escutar uma coisa: ── Olá. ── Sussurro fantasmagórico, gélido. E o pior? Nerisa parecia a própria morte estando com um capuz cobrindo sua cabeça, segurando uma foice e com um sorriso terrivelmente macabro em seus lábios. ── Chegou sua hora. ──

Este é o post número 009 que eu realizo com a personagem Nerisa Führhmann e contém 429 PALAVRAS. As pessoas citadas são Cheshire, Quíron, Adamastor.  Ela se passa em TITANIC. Eu gostaria de acrescentar que quero matar o Adamastor de susto! ♥

SHINJI @ OPS!
avatar
Nerisa Fuhrmänn
Filho de Hades
Filho de Hades

Mensagens : 143
Data de inscrição : 20/05/2013

Ficha do personagem
HP:
230/230  (230/230)
Nível: 14
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Pandora A. Kore em Ter Set 10, 2013 2:44 am


MY IRON HEART
the forge is like my body, the fire is my soul, the iron is my heart. no matter what, you will always know... as long as the fire burns, there lives my soul. as long as the forge is beating, there i will be. As long as the iron resists, there i should live.

Tec tec tec. Som de porta abrindo. Nada no cômodo. Barulho de porta fechando. Tec tec tec, fez o salto da bota de cano longo de novo. Som de porta abrindo no corredor vazio do navio. Vasculhou o cômodo de metal vazio. Fechou a porta, rangendo o metal, e o barulho fez ela sorrir. Nem acreditava! Estava num maldito barco a vapor! Tinha que se controlar para não andar saltitando, mas o salto baixo faria barulho demais. Estava ma-ra-vi-lha-da com a porra toda. Tinha como não estar? Foi vasculhando andar por andar, o vestido negro e o chapéu de renda a disfarçando entre os turistas que passavam por ela sem nem prestar atenção. Queria explorar absolutamente tudo. Principalmente a área das caldeiras! Foi aí que escutou um eco pelo corredor do andar de baixo, e pra lá ela se mandou, curiosa como um... Furão? Bom, dane-se, estava curiosa. E matou a curiosidade quando se encostou na porta e viu aquela zona toda. Festa? E nem recebeu convite? Poxãn... — Quanta gente, quanta alegria. Esse deve ser o compartimento mais cheio do navio, depois do refeitório. Alguém sabe como é que chega na sala das caldeiras? — Perguntou como se tivesse se metido na situação mais normal do mundo. Mas e daí? Aquela bizarrice poderia ser a diversão da noite. Principalmente se considerarmos o fato de que tinha uma menina com uma foice no recinto. Normalzão.

here's the fire daughter
avatar
Pandora A. Kore
Filhos de Hefesto
Filhos de Hefesto

Mensagens : 29
Data de inscrição : 09/09/2013
Localização : Texas

Ficha do personagem
HP:
130/130  (130/130)
Nível: 4
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Anastasia A. Schleswig em Ter Set 10, 2013 7:48 am


Will you fight for me?
What do you pray for..? Freedom.


Problemas. Aquela vida de semideus era cheia disso. Não que ela se cansasse. Amava aquilo e não desejaria nunca voltar à sua vidinha de inexistente no castelo. Sozinha, isolada, excluída. Mas não era tempo para se deprimir por causa daquilo, até porque já era passado o tempo. Muitos campistas estavam sumindo e, por algum motivo, outros estavam entrando escondidos em um navio. Pesquisando mais sobre isso, Anastasia descobriu do que se tratava o tal cruzeiro. Uma enorme embarcação, luxo, pessoas importantes, festas, descanso... Ela sorriu ao se lembrar de tudo que aprontava nos bailes da sua mãe e torceu o pescoço para os lados. Não poderia deixar passar essa oportunidade de se divertir.

Arrumou suas coisas numa mochila apressadamente, colocou tudo de luxo que restara da sua outra vida e esperou o anoitecer para se esgueirar pelas ruas da cidade. Imaginou que, por ser filha da rainha, deveria ter um bilhete para entrar no navio, mas ela sabia bem que não era exatamente isso que ia acontecer – até porque, ninguém sabia de sua existência, a não ser sua mãe e suas criadas. Algumas horas depois, quando o sol já havia se escondido no horizonte, a jovem levantou e se pôs a pensar em como entraria no cruzeiro, enquanto caminhava. Saiu facilmente do acampamento, com alguns arranhões, pois teve que se embrenhar nas matas e nos arbustos, mas nada muito assustador.

Caminhou por algum tempo, até que finalmente chegou ao local certo. O navio tinha suas magníficas luzes acesas e os sons de risos vindo das áreas superiores. Ele já não estava mais atracado, mas felizmente, não tinha ido muito longe ainda. Analisou-o se perguntando o que poderia fazer, agradecida por ter levado consigo algumas de suas melhores roupas - poderia se disfarçar bem, o que ela sabia que seria muito útil. Observou os casais que passeavam pelo cais - aquilo parecia ser minimamente romântico -, se perguntando onde estaria Aaron. A saudade a mataria daquela forma. Ana fez um biquinho de insatisfação e seguiu para um beco mal iluminado. Algo lhe dizia que era ali que ia encontrar sua passagem. E foi dito e certo. Um velho com cara de mau caráter estava oferecendo bilhetes e o transporte para quem vencesse o jogo que havia sobre uma pequena mesinha a sua frente. Três copos e uma pedrinha. Ele sorriu maliciosamente e colocou o bilhete em cima da mesa, assim como a garota, que colocou seu dinheiro. Foi bem fácil para ela perceber que ele tinha escondido a pedra enquanto girava os copos, talvez por causa da sua boa visão. Sorriu animada, pegou o dinheiro e o bilhete, ignorando os protestos do homem, e esperou que ele cumprisse o resto da promessa. Não foi muito rápido, pois o homem teimava que ela tinha trapaceado. Ana teve que encurralá-lo contra a parede, mas ao final ele acabou cedendo.

Os dois pegaram uma pequena canoa até o navio, o velho não podia estar mais emburrado. A garota subiu por uma escada feita de corda na lateral da embarcação e se esgueirou para dentro dele. Entrou no primeiro cômodo que encontrou, precisava de um lugar para se trocar - suas roupas estavam sujas e molhadas da água do mar e do salitre. Porém, o que ela encontrou não foi um lugar vazio. Acabou encontrando um grupo, no mínimo estranho, reunido ao redor de alguns caixotes. Não conhecia nenhum deles, mas lhe pareciam, de algum modo, familiares. Bateu as mãos percebendo de quem se tratavam, ou esperava que fossem eles. Pareciam estar discutindo sobre suas aparências - e realmente tinham motivo para aquilo. – Que lugar mais impróprio para uma reunião. – comentou, com um sorriso discreto, aparecendo atrás de algumas caixas. Acenou para eles e, confirmou sua teoria ao sentir o forte cheiro de bebida, e perceber o martelo que um deles carregava e a foice da outra - sem contar a sua presença estranha. – Anastasia. – disse, apresentando-se, um pouco envergonhada, mas com um tom de voz firme.


avatar
Anastasia A. Schleswig
Morto
Morto

Mensagens : 27
Data de inscrição : 20/05/2013

Ficha do personagem
HP:
160/160  (160/160)
Nível: 7
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Cheshire M. em Ter Set 10, 2013 2:24 pm



Long live the King

De repente lançado para fora da sombra, era como eu me sentia depois daquela idiota ideia de viajar pelas sombras até o navio para não sermos descobertos ao tentar entrar. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foram os dedos dela ainda segurando os meus e aos poucos fui soltando, soltando para finalmente cair no chão sentado. Mantive meu corpo assim porém a cabeça baixa, tudo estava girando e aparentemente eu estava rindo como se tivesse alguma doença mental mas por sorte não estava rindo tão alto, era algo um tanto deplorável, eu sei mas levantei-me segundos depois quando a força parecia voltar para mim e então comecei a chuva de perguntas para Nerisa afinal, será que ela estaria bem mesmo com todo aquele poder necessário para a viagem? Será que estaria se sentindo enjoada? Fraca? Eu estava preocupado, poxa! E, bem... Acho que isso estava visível em meu rosto por que ela ficou um tanto calada e o silêncio nos abraçou para ser quebrado apenas por vozes, ao longe, de pessoas e uma em especial me lembrava o Adamastor. ── Olha, parece o Adamastor... Só que ele é muito cagão pra fugir do acampamento. ── Soltei mas para mim do que para informar a Nerisa, do nosso saudoso trio ela era a mais corajosa e entre eu e ele era quase como o sujo falar do mal lavado por que eu tava era todo medroso. Andamos no silêncio para o grupo e, rapaz, quando Nerisa assustou o garoto eu acho que nunca ri tanto na vida, tanto, tanto. Faltava ar para respirar e meu corpo se curvou para frente com o ato e assim caíram minhas armas a começar pelo triturador. ── Ai cara, que loucura... Belezinha, pessoas? Parece que chegamos atrasados mas bem, eu me chamo Cheshire e vocês podem me chamar de Ches, eu sei que meu nome é estranho mesmo e, baum, é isso. ── Sussurrei antes de recolher minhas machadinhas para onde estavam escondidas, recolher as boleadeiras e por fim pegar o triturador e manter ele na mão direita, que maravilha, uma porrada de pessoas ali, dois semideuses então, bom... Acho que ninguém mais além de Nerisa e Adamastor notariam minha arminha estranha. O que seria ela na névoa?
by Shinji @ Ops
avatar
Cheshire M.
Filhos de Perséfone
Filhos de Perséfone

Mensagens : 112
Data de inscrição : 17/05/2013
Idade : 19
Localização : O inferno é uma opção, lembre-se

Ficha do personagem
HP:
210/210  (210/210)
Nível: 12
Arsenal:

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: We're all coming

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum